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Rastreabilidade em alimentos

A preocupação com a segurança alimentar vem crescendo nos últimos tempos. Questões como a fraude, doenças, agentes químicos e a procedência dos alimentos estão em pauta na indústria e nas considerações dos consumidores. Todos estes fatores estão transformando a rastreabilidade em alimentos em um fator-chave no controle da qualidade. 

O que é rastreabilidade em alimentos?

A rastreabilidade em alimentos é a possibilidade de de rastrear produtos e insumos que serão utilizados para alimentação em todos os seus estágios de fabricação: produção, processamento e consumo. Isso permite que o consumidor conheça as origens dos alimentos que consome e possa assim identificar os possíveis perigos à saúde pelos quais foram expostos, assim como valores utilizados na produção – o que é importante em produtos para consumidores com restrições nutricionais, éticas ou religiosas – e atribuir, por fim, o valor do produto final.

A rastreabilidade em alimentos pode ser um dispositivo para que a indústria demonstre os atributos de seus produtos. Disponibilizar ao consumidor este tipo de informação pode ser fundamental no momento da compra. Um estudo recente revela que os hábitos de compra dos consumidores são influenciados por fatores que vão além de preço e conveniência. Questões como garantia de origem e segurança vêm pesando na escolha dos consumidores e a rotulagem informativa pode bater o martelo na determinação da compra.

 

“Essa tendência (de valorização do fator de confiabilidade e qualidade) é caracterizada pelo gradativo interesse das pessoas pela procedência dos produtos alimentícios e de seus sistemas de processamento. Dessa forma, esses aspectos passam a ser importantes para as empresas obterem a confiança dos consumidores. […] No caso específico da tendência de confiabilidade e qualidade, o valor de um produto é avaliado pelos consumidores quando estes contemplam os processos produtivos e as credenciais do fabricante, podendo então perceber os benefícios da compra.” (Brasil Food Trends 2020)

 

Indústrias de alimentos de origem orgânica, vegetariana, vegana, halal, sem lactose ou glúten e outras restrições podem se beneficiar – caso sejam idôneas, claro – da adoção de mecanismos de rastreabilidade. Além disso, para produtos que buscam se destacar por fatores de qualidade – como no caso do salmão selvagem, café premium e afins – precisam ter alguma forma de estabelecer a veracidade de seus anúncios. Além disso, a rastreabilidade é necessária em casos de crise (recall) e para que as autoridades possam identificar riscos e mitigar os problemas advindos de falhas na segurança.

 

Um bom exemplo: rastreabilidade em pescado

 

A Fishpeople, marca da Fish + People Inc. de alimentos pré-preparados congelados com peixes e frutos do mar em sua base, adotou nos últimos 3 anos um mecanismo de rastreabilidade aberto ao público. Funciona da seguinte forma: em cada embalagem é disponibilizado um código que vai de acordo com o navio pesqueiro que capturou o peixe utilizado naquele produto. O consumidor digita o código no site da empresa e consegue acessar informações sobre a equipe envolvida na fabricação daquela unidade específica de alimento. Você pode ver o navio, a localização, o nome e até uma foto do capitão da embarcação de pesca; o local de plantio e colheita e a equipe da fazenda que plantou suas cebolas e até o nome dos cozinheiros responsáveis por insumos como molhos e pimentas.

A estratégia da Fishpeople conquistou muitos clientes. “O que os consumidores estão mais interessados é no lugar e nas pessoas”, diz Duncan Berry, diretor-presidente da Fish + People. A tendência dos rótulos inteligentes está cada vez mais em pauta e já foi matéria do The Wall Street Journal. A indústria está apertando o passo para acompanhar.

 

E no Brasil?

 

Ainda não existe regulamentação para o assunto no Brasil, embora uma iniciativa de Autuação Regulatória esteja tramitando na ANVISA. Por enquanto, todos os programas de rastreabilidade no Brasil são voluntários, o que não é suficiente para garantir a idoneidade na indústria.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) criou o programa “De Onde Vem?”, que fomenta o desenvolvimento e aplicação de legislação de rastreabilidade em alimentos no Brasil.

 

Com base no artigo 6º do Código de Defesa do Consumidor, que prevê informação clara e adequada como direito básico, o Idec entende que esse tipo de dado deve estar mais acessível ao consumidor para que o mesmo tenha poder de escolha. Além dessa informação ao consumidor, caso haja alguma irregularidade nesse produto, será mais fácil a adoção de medidas junto a toda a cadeia produtora. (Site do IDEC)

 

O papel dos selos certificadores

 

Os selos de certificação são utilizados na indústria de alimentos como sistemas de garantia de qualidade e segurança, que são estampados nos rótulos para que estejam acessíveis e destacados para o consumidor.

 

Segundo o BFT2020, os consumidores tem dificuldade de discernir quais produtos são mais ou menos seguros, o que torna essencial a rastreabilidade e a rotulagem informativa para garantir que os consumidores possam perceber a qualidade e segurança existente nos processos. Os processos de certificação entram neste âmbito como uma ferramenta de grande importância.

 

[A criação e utilização de selos de certificação alimentar] É um rompimento de paradigma onde você cria na sociedade novas ferramentas, baseadas em ciência, para garantir a qualidade do seu produto”, declara Alexandre Harkaly, presidente da IBD Certificações, emissora do Selo IBD de alimentos orgânicos.

 

Emitido pela Myleus Biotecnologia e a certificadora Instituto Totum, o Selo ESTÁ NO DNA identifica as espécies presentes em alimentos de origem vegetal e animal. O Selo combate a fraude alimentar por substituição de espécie e garante a origem dos alimentos para consumo humano e animal.

 

 

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