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Teste identifica problemas em carne de franquia de fast food

A Associação Brasileira de defesa do Consumidor divulgou na última segunda-feira, dia 24 de outubro de 2016, resultados de análises realizadas em amostras de hambúrguer congelado recolhidas de restaurantes em território brasileiro.

Foram avaliados, no total, 42 amostras de 12 estabelecimentos de restaurantes do tipo fast food. Em parceria com o Procon de Santa Catarina e com o Procon carioca, foram recolhidas as amostras de carne em unidades de SC e do RJ e encaminhadas para testes laboratoriais.

 

A maior parte das amostras não apresentou qualquer tipo de problema. Entretanto, duas delas reprovaram nos testes, ambas no estado do Rio de Janeiro.

 

A primeira, do restaurante Habib’s, apresentou falhas de higiene na manipulação/fabricação dos alimentos. Os testes laboratoriais revelaram a presença de coliformes termotolerantes em quantidade 100 vezes superior ao limite permitido por lei.

 

O Habib’s divulgou um comunicado esclarecendo que os problemas aconteceram em uma unidade franqueada do Rio de janeiro, e que a rede preza pelo mais rigoroso processo de qualidade de seus alimentos. “Assim que tomou ciência dos fatos, [o Habib’s] destacou uma equipe dedicada à averiguação dos mesmos para tomada de todas as providências cabíveis ao fato,” declarou a rede.

 

O segundo problema foi na rede Giraffa’s. Análises de DNA constataram a presença de DNA de espécies animais diferentes das anunciadas – havia carne de frango e porco em um hambúrguer teoricamente bovino. Isso se torna extremamente problemático uma vez que a carne suína pode desencadear reações alérgicas severas em consumidores com intolerância.

 

Não foi testada a porcentagem da presença de outras carnes no produto, não sendo assim possível afirmar se a contaminação foi acidental ou se deve a motivos de fraude econômica.

 

Cadeias de fornecimento global e o risco que as franquias correm

 

Os casos de fraude alimentar em produtos cárneos não são novidade para as redes de fast food. Em 2013 o escândalo da carne de cavalo chocou a Europa e atingiu algumas das maiores marcas varejistas do continente. A Tesco chegou a perder o equivalente a R$1 bilhão em ações.

 

As investigações detectaram problemas com fornecedores da Polônia e da Romênia. (Leia mais sobre o escândalo neste ebook.) Veja no diagrama abaixo a complexidade das conexões entre o fornecedor primário até o consumidor final e entenda melhor o desafio encarado pelas empresas para garantir a autenticidade de seus produtos.

 

Esquema mostra o caminho da carne fraudada, do produtor ao restaurante.
Esquema mostra o caminho da carne fraudada no escândalo de 2013 na Europa, do produtor ao restaurante.

 

A ocorrência deste problema em uma franquia brasileira demonstra a importância e a urgência de um forte programa de aprovação de fornecedores e do constante monitoramento para auto controle. Em produtos pré-processados vindos de fornecedores globais, pode ser um desafio ter certeza do produto que se está recebendo. O risco da utilização de matéria prima de origem não-certificada se torna ainda mais grave diante da proximidade dos restaurantes com  o consumidor e da alta rotatividade de clientes diários destas redes.

 

Consulte os programas da Myleus para autocontrole e entenda como as nossas soluções podem auxiliar as empresas de alimentos no desafio da comprovação de autenticidade de seus produtos.

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