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“Toda a cadeia perde”, diz especialista sobre a Operação Carne Fraca

Na semana em que completa-se dois meses desde a deflagração da Operação Carne Fraca, o burburinho a respeito da ação já arrefeceu, mas os atores envolvidos ainda lidam com as consequências do acontecido.

Um dos players afetados em meio aos fatos foi o varejo. Agindo como o intermediador entre a indústria e os consumidores, quando a desconfiança destes para com a indústria atingiu o ápice, o varejo sofreu com a queda nas vendas e a nova visão que o consumidor tem da cadeia de suprimentos.

Para falar sobre isso, conversamos com Alexandre Panov Momesso, da Sanity Consultoria & Treinamento.

Alexandre Panov Momesso, Sócio-
Proprietário da Sanity Consultoria & Treinamento

Myleus:  De que forma o varejo foi impactado pela Operação Carne Fraca?

Alexandre: Na medida que os consumidores tem a sua confiança abalada na carne como um produto, toda a cadeia perde, tendo uma diminuição nas vendas e dúvidas levantadas que não são baseadas em eventos reais.
Myleus: Quais as medidas tomadas pelo varejo após a Operação?

Alexandre: Através de ações conjuntas feitas com a própria indústria, foram detectados produtos que poderiam ter uma rejeição explícita pelos consumidores, sendo estes retirados de circulação. Além disto, foi realizado, junto às associações e entidades de classes que nos representam de alguma forma, um trabalho de conscientização perante ao consumidor para que ele saiba estar atento à desvios verdadeiros e se conscientize do que é fato e o que é mito nas informações trazidas à tona.

Myleus: Na sua opinião, o varejo possui responsabilidades em situações de problemas de qualidade como as descobertas com a Operação Carne Fraca? Se sim, quais seriam?

Alexandre: Na minha opinião, o varejo como um todo, em especial os que se preocupam em comprar carnes de origem controlada, não. Não há como detectar desvios, como os supostamente levantados, por teses de rotina. Por isto a preocupação e o compromisso de comprar carnes inspecionadas pelos órgãos competentes, que são quem de fato tem competência e autoridade para fiscalizar e garantir [a segurança dos alimentos].

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