Blog

Cinco tipos de análise de alimentos que vão te ajudar no processo de controle da qualidade

O mercado alimentício oferece uma infinidade de produtos que atendem aos interesses de cada consumidor, com preços que podem variar bastante. Esses consumidores buscam qualidade e prezam pela garantia de que estão levando o que é designado no rótulo. Nas embalagens, a origem dos ingredientes utilizados para a fabricação deve ser relatada, pois a falta de informação fere o direito do consumidor e a legislação vigente.

A qualidade de um produto ou serviço é adequada quando os mesmos estão em conformidade com as expectativas dos compradores. Sendo assim, quando um alimento é adquirido, presume-se que ele possua realmente as características anunciadas. Neste sentido, para vender um produto de qualidade é necessário ter certeza de que os produtos adquiridos dos fornecedores são de qualidade. Mas como é possível ter essa garantia?

Em primeiro lugar, é necessário ter muito cuidado na hora de selecionar e avaliar seus fornecedores (veja aqui algumas dicas). Além disso, alguns tipos de análise de alimentos, realizados em laboratório, podem ser aplicados. Algumas dessas análises, são, inclusive, obrigatórias por lei para o processamento e venda de alimentos. Veja abaixo alguns exemplos que podem ser utilizados na avaliação e controle da qualidade desses produtos:

Análises microscópicas

São utilizadas para detectar a presença de materiais estranhos presentes nos alimentos. As análises microscópicas se dividem em análises histológicas e análises de sujidades. As análises histológicas podem dar indícios da presença de materiais oriundos de outras espécies. Tomemos como exemplo o café: a análise histológica pode detectar a presença de outra espécie vegetal, como o grão de algum cereal. Já as análises de sujidades nos fornecem dados sobre a presença de materiais não biológicos, como pedras, vidros e outros sedimentos; e biológicos, como pedaços de madeira, pelos de roedores, larvas, fragmentos de insetos, folhagens, dentre outros.

Análises microbiológicas

As análises microbiológicas são realizadas para detectar a presença, em todo tipo de alimento, de bactérias e outros microrganismos nocivos à saúde. Ao realizar uma análise microbiológica, o estabelecimento responsável pela venda ou produção/beneficiamento do alimento se protege de possíveis problemas, como a intoxicação alimentar. A intoxicação alimentar pode ocorrer caso haja a ingestão, pelo consumidor, de um produto contento quantidades suficientes de microrganismos patogênicos. É uma condição grave, que pode levar a óbito. E o estabelecimento produtor/manipulador do alimento é responsável por tais consequências. Por isso, na grande maioria dos casos, as análises microbiológicas são testes em laboratório exigidos por lei. Existem diversos tipos de análises microbiológicas, que detectam diversos tipo de microrganismos. Alguns exemplos são: contagem de coliformes fecais, detecção de Salmonella spp, detecção de Vibrio cholerae, detecção e contagem total de Escherichia coli, detecção de Listeria monocytogenes, contagem total de Clostridium perfringes, contagem de Enterobactérias.

Análises sensoriais

São utilizadas para avaliar a aparência, sabor, odor, cor e textura de um alimento. Esse tipo de análise é muito importante para o controle de qualidade em alimentos, e pode ser utilizado em dois momentos principais: (a) no controle do processo de fabricação, quando é necessário estar a qualidade da(s) matéria(s) prima(s) utilizadas ou se quer controlar se o processo pelo qual o alimento passou sofreu algum tipo de variação; (b) no controle do produto já acabado, quando é necessário monitorar se houve perda de qualidade do produto devido a algum processo de armazenamento ou transporte, por exemplo. Existem diversos formatos para a realização de testes sensoriais, que sem dúvida podem sempre agregar ao controle da qualidade em alimentos.

Análises físico-químicas

As análises físico-químicas são utilizadas para medir algumas importantes características dos alimentos. Por exemplo, é por meio destas análises que conseguimos determinar quais nutrientes estão presentes em um alimento, base para a confecção da tabela nutricional do mesmo. Além disso, as análises podem ser utilizadas para o controle de qualidade em alimentos, ao aferir o peso, umidade, quantidade de gelo; confirmar a ausência de corantes, conservantes e aromas artificiais; verificar a quantidade de contaminantes.

Testes de DNA

Os testes de DNA em alimentos são utilizados para identificar a espécie presente em um determinado produto. Esse tipo de teste possibilita detectarmos fraudes por substituição de espécies (o famoso gato por lebre), impedindo que o produto seja substituído por outro de menor valor agregado e garantindo a qualidade de alimentos. Por exemplo, o teste garante que a carne que está sendo utilizada na produção de um hambúrguer é mesmo de boi, e não de cavalo, cachorro, porco, ou outro animal. Os testes de DNA podem ser aplicados a diversos produtos alimentícios, como: peixes; produtos lácteos (queijos e leite de vaca, de búfala, cabra e ovelha); produtos cárneos processados (linguiças e hambúrgueres) e in natura (carnes frescas); chás, ervas e café.

Este post foi útil para você? Compartilhe!

Comente com o Facebook

2 Comment(s)

  1. Controle de qualidade de alimentos: boas práticas e certificações
    27 de abril de 2015

    […] tais exigências estão sendo cumpridas, o profissional da área da qualidade deve se utilizar de metodologias de análises de alimentos disponíveis em laboratórios […]

  2. marcelofernandes
    21 de junho de 2018

    dsadasdasdasdas

Write a comment