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Combate a fraudes – requisito para certificações em segurança dos alimentos

Por Juliane Dias – Editora-chefe do blog Food Safety Brazil

Ao serem questionados sobre suas maiores preocupações em segurança de alimentos no ano de 2015, 32% dos 226 leitores do blog Food Safety Brazil disseram ser fraudes em alimentos.

Dado que o público desta mídia é de gestores da cadeia de alimentos e empresas certificadas ou em vias de se certificarem em segurança dos alimentos, se pode deduzir que isso pode ser um reflexo da cartilha do GFSI, lançada em julho de 2014, impulsionando a implementação de barreiras à fraude econômica.
Segundo a PAS 96, o fator comum em muitos casos de alteração economicamente motivada é que o adulterante não é nem um perigo para a segurança dos alimentos, nem é facilmente identificado. Adulterantes comuns incluem água e açúcar; ingredientes que podem ser adequadamente utilizados e declarados, cujo uso indevido caracteriza fraude alimentar. O alimento é intencionalmente colocado no mercado, para se ter fins lucrativos, com a intenção de enganar o consumidor. Exemplos são produtos substituídos com uma alternativa mais barata, por exemplo, salmão de cativeiro vendido como selvagem e arroz Basmati adulterado com variedades mais barata.
O crime organizado pode enxergar a fraude alimentar como um crime relativamente simples, com grandes ganhos em perspectiva, pouca chance de apreensão, e penalidades modestas se for condenado.

Como mitigar as fraudes?

A cartilha do GFSI recomenda que duas etapas fundamentais sejam seguidas pela indústria de alimentos, para auxiliar na mitigação das fraudes: primeiramente, realizar uma análise de vulnerabilidades do alimento às fraudes, em que informações são coletadas em pontos apropriados na cadeia produtiva de alimentos e suprimentos (incluindo matérias-primas, ingredientes, produtos, embalagens) e se identifique e priorize vulnerabilidades significativas.
Como segunda etapa, medidas de controle apropriadas devem ser implementadas para reduzir os riscos destas vulnerabilidades. Estas medidas de controle podem incluir uma estratégia de monitoramento, plano de análises, verificação da origem, gerenciamento das especificações, auditorias em fornecedores e tecnologias anti-falsificação. Um plano de controle claramente documentado delineia quando, onde e como mitigar as atividades fraudulentas.
A diretriz não tem volta.

 

Sua empresa está preparada?

 

 

 

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